Hoje quero citar o paraense que mais lutou fora dos ringues, para tornar o Jiu-Jjitsu conhecido mundialmente.
Iniciou primeiramente com seu irmão Carlos Gracie, mais tarde Hélio Gracie passou a ser o grande nome e difusor do Brazilian Jiu-Jitsu, formando vários discípulos, este homem fez história, pois mudou o conceito de luta, quando deu oportunidade de uma pessoa fraca aprender através de um estilo suave, defender-se ou lutar com uma pessoa fisicamente mais forte, usando técnicas de queda e finalizando no solo com alavancas, que dá a força extra necessária para imobilizar o oponente, isso é Jiu-Jitsu.
Quero lembrar que, diante da minha visão, o Jiu-Jitsu não é somente uma arte que ensina a lutar, mas também uma arte que trás benefícios para saúde do corpo, tanto externo como interno, tornando o praticante de jiu jitsu, um atleta saudável e preparado emocionalmente para ter um controle de suas ações e comportamento perante a sociedade.
Corpo saudável mente saudável, por tanto faz bem pra saúde treinar jiu jitsu, acredito que essa foi também a visão de Hélio Gracie.
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Mensagem do Mestre:
“O Jiu-Jitsu que criei foi para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes. E fez tanto sucesso, que resolveram fazer um Jiu-Jitsu de competição. Gostaria de deixar claro que sou a favor da prática esportiva e da preparação técnica de qualquer atleta, seja qual for sua especialidade. Além de boa alimentação, controle sexual e da abstenção de hábitos prejudiciais à saude. O problema consiste na criação de um Jiu-Jitsu competitivo com regras, tempo inadequado e que privilegia os mais treinados, fortes e pesados. O objetivo do Jiu-Jitsu é, principalmente, beneficiar os mais fracos, que não tendo dotes físicos são inferiorizados. O meu Jiu-Jitsu é uma arte de autodefesa que não aceita certos regulamentos e tempo determinado. Essas são as razões pelas quais não posso, com minha presença, apoiar espetáculos, cujo efeito retrata um anti Jiu-Jitsu.”
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Um de seus filhos Royce, venceu por três vezes o UFC, principal competição de MMA nos anos de 1993 e 1994, Royce subia ao ringue vestido com o traje oficial (kimono) para lutar com seus adversários, tempos de difusão da arte.
Pouco antes de morrer Hélio Gracie disse em entrevista a revista gracieMag a seguinte frase: que “fez da dignidade do esporte uma bandeira. Zelo pelo nome da minha família com carinho e nervos de sangue”.
“Hélio Gracie (Belém do Pará, 1 de outubro de 1913 – Itaipava, 29 de janeiro de 2009), junto com o patriarca da família Gracie Carlos Gracie, foi responsável pela difusão do Jiu-Jitsu no Brasil e idealizador do estilo conhecido mundialmente como Brazilian Jiu-Jitsu.
Descendente distantes de escoceses, quando era apenas uma criança sua família mudou-se para o Rio de Janeiro. Devido à sua frágil saúde, Hélio, o mais franzino dos Gracie, não podia treinar o Jiu-Jitsu tradicional ensinado pelos seus irmãos, especialmente Carlos Gracie.
Observador, Hélio passou a acompanhar, dos seus treze aos dezesseis anos, as aulas ministradas por Carlos. Aprendeu todas as técnicas e ensinamentos de seu irmão, mas, para compensar seu biotipo, Hélio aprimorou a parte de solo tradicional, através do uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que não possuia, criando assim o Brazilian Jiu-Jitsu.
No dia 29 de janeiro de 2009, aos 95 anos, Hélio Gracie faleceu e deixou como legado as raízes do esporte que ensinou e difundiu por todo o planeta.”
História do Brazilian Jiu-Jitsu